“A capacidade de crer se acha mais na criança do que no adulto. Nós nos tornamos menos capazes de fé, em vez de mais capazes: cada ano leva a mente não regenerada para mais longe de Deus” Charles Spurgeon - Pescadores de Crianças
sábado, 28 de fevereiro de 2009

LÁZARO EM BELÉM

No dia 07 de março às 18h, A REDE BOAS NOVAS trará a Belém, especificamente ao Estádio do Mangueirão, o cantor irmão LÁZARO e banda. Segundo informações de seu site oficial, Lázaro começou sua carreira aos dezoito anos quando comprou seu primeiro violão. Poucos meses depois já estava nos palcos tocando contra-baixo. Passou pela banda Terceiro Mundo, Banda Cão de Raça, Tocou nas noites em bares e boates e finalmente passou pela Banda Olodum onde conseguiu emplacar a canção I miss her (melô do pom pom pom), musica de grande sucesso.
Nas curvas perigosas da vida, Lázaro colidiu com as drogas, e entre os destroços do que restou, a mão de DEUS veio em seu socorro e hoje Lázaro louva ao senhor grato por tão grande misericórdia.

“A minha vida, o meu caminho, é do meu Mestre”
Outrora integrante da banda de axé Olodum e hoje cristão convicto, irmão Lázaro fala de sua conversão, família e seu ministério. E muito mais.

Ele tem 41 anos. Convertera-se aos 32, há exatos nove anos e quatros meses na então congregação da igreja onde é membro hoje - a Igreja Batista Lírio dos Vales, em Salvador, cujo pastor presidente é Rogério Dantas. A congregação ficava, na época, no bairro da Federação. (A Sede fica no bairro Pituba, em Salvador, Bahia).

Isso fora em junho de 1999, precisamente dia 6. Então integrante da banda de axé Olodum, obtivera fama e fortuna, viajando País afora e para fora do País. Uma de suas composições chega estourar no cenário musical. Porém, por motivos de inveja e disputas internas, como ele mesmo aponta em seu testemunho -, deixa finalmente a banda.

Outrora prestigiado e tido como celebridade por muitos, agora se torna um anônimo, praticamente um andarilho, um ambulante, às voltas com a miserabilidade, a ponto de ter vivido de favores, mal tendo como se sustentar. E pior: sustentar seu vício, já que era viciado na maconha e na cocaína. A canção “Bagaço” de seu recente álbum Lázaro, Testemunho e Louvor, traduz bem o que vivera até a sua conversão: “O inimigo quase me roubou de Deus / Falsas alegrias e falsas vitórias/ Falsas glórias / E como um pedaço de cana, ele me mastigou / E em bagaços me arrastei até a igreja/ Onde encontrei Jesus”.

A canção prossegue nesse tom, quando então fala de seu envolvimento com as drogas: “A ‘fumaça do demônio’ alucinou-me (a maconha) / E a ‘coisa branca’ arrastou-me até a miséria (a cocaína) / Tudo que era bom de mim se afastou / Resolvi por um fim na minha história / E eu decidi morrer / Foi quando um crente veio e me falou de Deus / De um Amigo que resolveria os meus problemas.”

A história de Lázaro hoje é outra. Outrora no mundo da fama, agora lida com o carinho e o reconhecimento de um público de que sempre fugira, por achá-los “chatos”, como ele mesmo aponta em seu relato de conversão. O público a que me refiro são os evangélicos, os cristãos.

E a julgar também por tudo que viveu, por onde passou e com quem viveu enquanto membro da referida banda, sua história tem mesmo impressionado a muitos, que não só os cristãos – como também os próprios integrantes do Olodum, visto que, segundo relata, tem havido conversões.

O site http://oskaras.com/lazaro/ traz uma entrevista com o cantor.
domingo, 11 de janeiro de 2009

Conseguindo vida - Philip Yancey

As pessoas mais cheias de vida são as que abrem mão da vida.

“A glória de Deus é uma pessoa totalmente viva”, disse o teólogo Irineu, que viveu no século 2. É triste, mas essa descrição não se encaixa na idéia que muitos têm sobre os cristãos modernos. Tenham razão ou não, eles nos enxergam como limitados, nervosos e reprimidos – mais dispostos a apontar o dedo para desaprovar do que a celebrar a vitalidade.

Um amigo de Friedrich Nietzsche certa vez lhe perguntou: “Por que você tem uma visão tão negativa do cristianismo?” Ele respondeu: “Nunca vi os membros da igreja de meu pai se divertirem”. Onde os cristãos adquiriram a reputação de destruidores da vida, em lugar de promotores de vida? O próprio Jesus prometeu: “Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente”. O que nos impede de termos essa vida plena?

Alguns crentes com experiências anteriores negativas na família ou na igreja podem acabar sufocados. Uma organização que trabalha com famílias que sofrem com o alcoolismo – Filhos Adultos de Alcoólatras – identifica três mecanismos de defesa que as crianças aprendem para sobreviver em ambiente disfuncional: Não Fale, Não Confie, Não Sinta. Conselheiros cristãos me disseram que cristãos problemáticos tendem a seguir as mesmas regras com relação a Deus. Como resultado de criação rígida, ou sentindo-se desiludidos por algum aspecto da vida cristã, acabam com a paixão e caem em uma fé cautelosa e defensiva. Cheios de medo, encontram refúgio com os outros que pensam como eles, em um ambiente “seguro”, afastado do mundo.

Claro, a Igreja inclui também uma longa tradição de monges e místicos que viram o mundo e seus prazeres com suspeita declarada. João da Cruz aconselhou os crentes a mortificarem toda alegria e esperança, para buscarem “não o que mais agrada, mas o que causa aversão”, e para “desprezar a si mesmo, e desejar que os outros também o desprezem”. São Bernardo cobria os olhos para não enxergar a beleza dos lagos suíços. Madame Guyon insistia com os fiéis para mortificarem o ego e avançarem para um estado de passividade completa. Busque o “nada”, aconselhava ela; adquira “indiferença completa a si mesmo”. Dificilmente esse conselho se encaixa com a vida plena.

Depois de escrever mais de 20 livros sobre assuntos variados, o escritor Frederick Buechner decidiu dedicar sua habilidade literária para estudar a vida dos santos. Os três primeiros que escolheu – Brendan, Godric e o Jacó da Bíblia – o surpreenderam porque, quanto mais pesquisava sobre eles, mais fatos negativos encontrava. “O que tornou esse trio duvidoso santo?” Perguntava ele a si mesmo. Por fim, ele se satisfez com a expressão “entrega da vida”. Com paixão e coragem, correndo riscos, cada um deles fez, com aqueles que os cercavam, que se sentissem não apenas com vida, mas cheios de vida.

Quando ouvi Buechner definir santidade dessa forma, pensei imediatamente em meu amigo Bob. Os pais dele se preocupavam com a vida espiritual de Bob, porque ele dedicava muito pouco tempo “à Palavra” e à igreja. Todavia, nunca conheci ninguém mais cheio de vida do que ele. Adotava animais que encontrava na rua, realizava trabalhos de carpintaria para os amigos, escalava montanhas, praticava pára-quedismo, aprendeu a cozinhar, construiu sua casa. Embora raramente usasse palavras religiosas, reparei que todos os que conviviam com ele, inclusive eu, sentiam-se mais cheios de vida depois de encontrá-lo. Bob irradiava o tipo de prazer pelo mundo material que Deus deve sentir. Pelo menos segundo a definição de Buechner, Bob era um santo.

Conheci outros cristãos que davam vida. Um presbiteriano devoto, chamado Jack McConnell inventou o teste Tine para tuberculose, ajudou a desenvolver o Tylenol e a ressonância magnética. Dedicou seu tempo de aposentadoria a reunir médicos aposentados para darem assistência gratuita aos pobres. Em outros países, encontrei missionários que consertam seus carros, falam várias línguas, estudam a flora e a fauna locais e dão injeções quando não há médico por perto. Em geral esses doadores de vida têm dificuldade para se encaixar no conforto das igrejas americanas.

Paradoxalmente, os doadores de vida que conheço parecem ser os que têm mais abundância de vida neles mesmos. Buechner reafirma o paradoxo que Jesus declarou pela primeira vez, que as pessoas mais cheias de vida demonstram isso abrindo mão dessa vida.

Os selos da inspeção dos automóveis traziam impresso no verso: “Dirija com cuidado – a vida que você salva pode ser a sua”. Essa é a sabedoria humana resumida. Por outro lado, Deus diz: “A vida que você salva é a vida que você perde”. Em outras palavras: a vida à qual você se agarra, poupa, vigia e deixa segura é, no fim das contas, uma vida que não serve para ninguém, inclusive para você mesmo. E apenas a vida entregue por amor vale a pena ser vivida. Para deixar isso bem claro, Deus mostra um homem que entregou a vida a ponto de morrer como desgraça nacional, sem um centavo sequer no banco nem um amigo a seu lado. Em termos humanos, um tolo perfeito, e quem pensa que pode segui-lo sem cometer o mesmo tipo de tolice está caminhando não sob uma cruz, mas sim sob um engano.

Fonte: Cristianismo Hoje

sábado, 1 de novembro de 2008

O documento mais famoso dos protestantes

As 95 teses de Martinho Lutero são consideradas uma declaração corajosa da independência para a igreja protestante.

Quando ele escreveu quase 100 pontos de debate em latim, Lutero estava simplesmente convidando os seus companheiros acadêmicos para uma “Disputa sobre o poder e a eficácia das indulgências”, o título oficial da tese. (O debate nunca aconteceu, mas as teses foram traduzidas para o alemão e distribuídas largamente, criando um tumulto.)
O que eram indulgências? No sacramento da penitência, os cristãos confessavam pecados e achavam absolvição para eles. O processo de penitência envolvia satisfação – pagar a pena secular por aqueles pecados. Sob certas circunstâncias, alguém que estava realmente contrito e tinha confessado seus pecados podia receber remissão parcial (ou, raramente, completa) da punição secular comprando uma carta de indulgência.
Nas 95 teses, Lutero não atacou a idéia das indulgências, pois na tese 73 ele escreveu “... o Papa se levanta justamente contra aqueles que, por qualquer meio, planejam mal a venda de indulgências”.
Mas Lutero protestou fortemente contra o abuso das indulgências – e mais adiante, sob a habilidosa venda de Johann Tetzel. E, no processo, Lutero derrubou, embora provavelmente não tenha percebido, os pilares que apoiavam muitas práticas no cristianismo medieval.

Afirmações-chave
Aqui estão treze amostras das teses de Lutero:

1. Quando nosso Senhor e Mestre, Jesus Cristo, diz “arrependam-se” etc, Ele quer dizer que toda a vida do fiel deve ser um arrependimento.

2. Esta afirmação não pode ser entendida do sacramento da penitência, isto é, da confissão e da satisfação, que é administrada pelo sacerdote.

27. Eles pregam a insensatez humana que finge que, ao ressoar o dinheiro no cofre, uma alma foge do purgatório.

32. Aqueles que acham que por causa de suas cartas de indulgências têm certeza da salvação, estarão eternamente perdidos junto com seus professores.

36. Todo cristão que se arrepende de verdade tem perdão total tanto da punição e culpa lançada sobre ele, mesmo sem as cartas de indulgência.

37. Todo cristão verdadeiro, seja vivo ou morto, tem uma parte nos benefícios de Cristo e da igreja, pois Deus tem lhe dado isto, mesmo sem cartas de indulgência.

45. Os cristãos devem ser ensinados que quem ver uma pessoa necessitada, ao invés de ajudá-la, usa seu dinheiro para uma indulgência, não obtém uma indulgência do Papa, mas o desprazer de Deus.

51. Os cristãos devem ser ensinados que o Papa deve dar – e daria – os seus próprios recursos para os pobres, de quem certos pregadores de indulgências extraem dinheiro, mesmo se ele tivesse que vender a Catedral de S. Pedro para fazer isso.

81. Esta pregação desavergonhada de perdões, torna difícil para qualquer homem instruído defender a honra do Papa, contra a calúnia ou responder as perguntas indubitavelmente sagazes dos leigos.

82. Por exemplo: “Por que o Papa não esvazia o purgatório por amor... pois afinal, ele libera incontáveis almas por dinheiro sórdido contribuído para construir uma catedral?”

90. Suprimir estes argumentos inteligentes por parte dos leigos, pela força ao invés de respondê-los com razões adequadas seria expor a igreja e o Papa ao ridículo de seus inimigos e trazer infelicidade aos cristãos.

94. Nós devemos alertar os cristãos a seguir a Cristo, seu Cabeça, através de punição, morte e inferno.

95. E assim, deixe-os por sua confiança em entrar no céu através de muitas tribulações ao invés de alguma falsa segurança e paz.

Dentro de dois meses, Johann Tetzel revidou com suas próprias teses, incluindo: “os cristãos devem ser ensinados que o Papa, por autoridade e jurisdição, é superior a toda a Igreja Católica e seus conselhos, e que eles devem obedecer humildemente seus estatutos”.

Copyright © 2008 por Christianity Today International

As 95 Teses de Martinho Lutero

Saem os vampiros, entra Jesus

Anne Rice, escritora que ganhou fama com seus escritos sobre bruxaria e ocultismo, lança livro de memórias em que narra ter abandonado o ateísmo e retornado à fé cristã.

Das trevas para a luz. A expressão bíblica bem que poderia sintetizar a guinada da escritora americana Anne Rice, 67 anos, que ganhou celebridade mundial com o livro Entrevista com o vampiro, lançado em 1976. A obra, que vendeu milhões de exemplares, consagrou Rice num estilo literário marcado pelas alusões à bruxaria e ao esoterismo – mas tudo mudou a partir de 2002, quando ela começou a abandonar o ateísmo e se lançar nas mãos de Jesus. Agora, com o lançamento de seu livro de memórias Called out of Darkness: A spiritual confession (Saindo das trevas: uma confissão espiritual, sem previsão de lançamento no Brasil), ela não só exorciza o passado ocultista como deixa bem clara sua conversão à fé cristã.

Na verdade, a sua conversão é um retorno às suas origens. Católica fervorosa na infância, a escritora largou tudo na juventude, quando foi influenciada por escritores existencialistas e pelo ambiente universitário. “A religião parecia não me deixar espaços”, lembra. A etapa seguinte foi dedicar sua literatura ao gênero gótico, então em franca expansão na Europa ocidental e nos Estados Unidos. Publicou uma sucessão de romances, como A hora das bruxas, Memnoch, Rainha dos condenados e Sangue e ouro – As crônicas vampirescas, além, é claro, do best-seller Entrevista com o vampiro. Galvanizou multidões de leitores, embora parte da crítica considere suas obras como mal acabadas e repleta de clichês. Mas ela nunca demonstrou se importar muito com isso, e menos ainda agora, quando pretende fazer as pessoas acreditarem em outras coisas. "Meu objetivo é simples: escrever livos sobre nosso Senhor vivendo na Terra e fazê-lo real para as pessoas que não acreditam nele”, sintetiza, já demonstrando uma certa intenção proselitista: “Espere e oro por isso.”

No seu novo livro, Anne Rice conta que seu retorno à fé cristã foi um processo marcado por vários acontecimentos. Um deles foi a morte do marido, o poeta Stan Rice, vítima de um tumor cerebral há seis anos. Outro, bem mais prosaico, foi uma experiência espiritual vivida literalmente aos pés do Cristo. Ela escreveu que sentiu um delírio quando visitou o célebre monumento do Corcovado, no Rio de Janeiro. Janeiro.
“Quero ser hábil para pegar as ferramentas e tudo o que eu aprendi sendo uma escritora de vampiros e colocar a serviço de Deus. É uma oportunidade maravilhosa”, diz a escritora. Ela espera que o processo seja uma espécie de “redenção” e que Deus aceite os livros que vai escrever a partir de agora.

(Com reportagem da Associated Press)

Site Oficial da Autora
quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Philip Yancey

sábado, 27 de setembro de 2008

A jornada de um evangelista

As gravações do novo filme sobre a vida de Billy Graham terminaram recentemente. O filme, que estreará em 10 de outubro de 2008, tem como foco seus primeiros anos e seu chamado para o ministério.

A história de vida de Billy Graham já foi contada inúmeras vezes por diferentes canais da mídia, mas o cineasta Bill McKay queria contar a história de forma diferente: da perspectiva de um não-cristão.
Portanto, no filme Billy: The Early Years [Billy: os primeiros anos], com estréia prevista para este outono, McKay relata a história do evangelista da perspectiva de Charles Templeton, à beira da morte. Quando jovem, Templeton foi amigo de Graham e seu colega no ministério Mocidade Para Cristo, e anos depois abandonou sua fé, tornando-se agnóstico.
Assim como Salieri contou a história de Amadeus, Templeton (interpretado por Martin Landau, vencedor do Oscar), em seu leito de morte, conta a história de Graham.
“Eu queria contar a história de Billy partindo do prisma e da experiência de um ateu. Acho que este filme terá um impacto!”, disse McKay, escritor e produtor do filme.
As filmagens foram realizadas em abril e maio, em Nashville e proximidades, no estado do Tennessee. Os realizadores do filme atualmente realizam a pós-produção, procurando editar da maneira mais rápida possível. McKay disse que pretende terminar o filme em breve, para que seja lançado enquanto Graham, que completa 90 anos neste ano, ainda está conosco.
Billy: The Early Years tem como protagonista o ator Armie Hammer e cobre a vida de Graham desde sua experiência de salvação na tenda, em 1934, em Charlotte, Carolina do Norte (EUA), até momentos de incerteza sobre seu chamado, antes de se tornar o grande e conhecido evangelista em todo o mundo.

Voltando no tempo
Além dos desafios de contar toda a história de vida de um homem em apenas duas horas, recriar a época em que os fatos ocorreram também tem sido um obstáculo desafiador.
“Temos sido extremamente meticulosos para recriar aquele período. Como eram as roupas que vestiam e até mesmo o estilo de pregação daquele tempo em contraste com o estilo atual. Cada elemento deste filme é essencial e ligado ao tempo”, disse McKay.
“Estou muito feliz com isto, pois Billy Graham é uma figura histórica não apenas como pregador mas também como alguém que impactou a vida de milhões de pessoas. Nós o vemos hoje em sua idade avançada, mas não sabia que ele tinha começado a pregar nos anos 1930. é realmente incrível poder olhar para o jovem Graham, torna-se algo mais relacionado com o público jovem.”
Fazer um filme que fosse “mais relacionado” com uma audiência jovem era parte do plano de McKay.
“Estamos tentando ilustrar para as pessoas jovens através de imagens, ideais e palavras que suas decisões têm significado e importam sim. Muitas vezes, até as menores decisões tornam-se as decisões mais importantes”, ele diz.

Segundo o coração de Deus
McKay também queria encorajar os jovens dizendo que Deus pode usá-los, independentemente de quem são ou de quais sejam seus dons.
“Deus viu em Billy o que viu em Davi, um homem segundo o coração de Deus. Billy não era orador, não podia falar para uma audiência de quarenta mil pessoas nos anos 1940. Mas Deus o escolheu. Penso que estamos mostrando a grande manifestação do poder de Deus em se apropriar das fraquezas dos homens e fazer algo grande e significativo”, disse McKay.
McKay e o co-produtor Larry Mortoff querem que seu filme mostre esta jornada.
“Sabemos onde ele está agora e em quem se tornou. é um grande orador, pregador do Evangelho, amigo dos presidentes, está entre os mais influentes do mundo. é alguém que falou com mais homens e mulheres do que qualquer pessoa na história. Mas não sabemos como ele chegou lá.”
Sua trajetória, como ele chegou lá, inclui conflitos que toda boa história (ou bom filme) precisa ter. Podemos pensar que a vida de Billy Graham foi livre de conflitos, mas o filme relata dois momentos importantes que ajudaram a moldar sua vida.
O primeiro momento foi pouco antes daquele renascimento em 1934. O pai de Billy o alertou para não ir para a tenda, mas Albert (melhor amigo de Billy) o convenceu a ir, subornando-o com um convite para dirigir seu novo caminhão. Ainda sem ter tido a experiência de “nascer de novo”, Graham foi inspirado a pregar e a cantar dentro da tenda. Conforme o evangelista Mordecai Ham entregou a mensagem do Evangelho naquela noite, o jovem Billy disse: “Foi como se ele estivesse falando comigo sobre meu pecado.” Graham então caminhou pelo corredor central da tenda, tomando uma decisão que mudaria e moldaria a história cristã.
O segundo momento foi de conflito e envolveu Templeton (amigo de Graham) e uma relação que começou quando viajaram juntos na missão Mocidade Para Cristo. Após contemplar a devastação causada pela Segunda Guerra Mundial em outros países, Templeton (no filme interpretado por Kristoffer Polaha) começou a questionar Deus e sua fé. Após estudar no Seminário Teológico, em Princeton, no final dos anos 1940, Templeton eventualmente perdeu sua fé e declarou-se agnóstico.
“Billy ficou estremecido com tudo isso. Questionou se deveria voltar para casa e tornar-se fazendeiro, seguir os passos de seu pai em vez de seguir os passos do Pai celestial. Ele estava prestes a desistir de seu chamado. Estava lutando contra Deus. Mas neste momento teve uma fantástica compreensão concreta de Deus para mergulhar na Bíblia pela fé.”

A mensagem de amor e bondade
O filme também é estrelado por Stefanie Butler (CSI:NY) como Ruth (esposa de Billy), o cantor country Josh Turner estréia no cinema como George Beverly Shea. A musicista Sierra Hull, de 16 anos, faz o papel de Catherine (irmã de Billy) e canta a consagrada música de autoria de Graham, “Assim como sou”, enquanto duas alunas da Liberty University interpretam duas amigas de Billy. Anastasia Brown (do filme O Som do Coração) dirige a parte musical. Ela também é presidenta da 821 Entertainment Group, que auxiliou os incentivos de produção do Tennessee.
Diariamente, os três atores principais, Hammer, Butler e Polaha, reuniam-se no set de filmagem para orar uns pelos outros, pelo elenco, pela produção e pelo sucesso do filme.
“Escrevi este roteiro, pois queria apresentar Jesus novamente através das experiências de um ateu que traiu o Evangelho e traiu Billy. O ponto de vista de alguém que compreendeu no fim da vida que o único caminho para a liberdade e a paz é Jesus”, disse McKay, que espera que o público veja Jesus Cristo na história.
Hammer concordou, dizendo que quer que o público “sinta a bondade e o amor. Isto está impregnado nesta história: o amor de Billy Graham pela humanidade e o amor de Deus por nós. O roteiro é baseado em amor”.
“Apesar das crenças das pessoas, quero que saiam do cinema vendo amor e bondade, assim meu trabalho estará completo. E se a mensagem de Billy Graham permear na mente do público e transformar suas vidas, isto também será ótimo.”

Fonte: Cristianismo Hoje
quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Perdão por nascer homem

Entendo, Odja, que é muito pouco o que queremos fazer: pedir perdão. Lamentavelmente, isso será o máximo que faremos, porque não iremos nos converter e não aprenderemos a nos arrepender (e nem queremos realmente). Não escolhemos nascer homens, mas temos tirado todo o proveito possível dessa desigualdade acidental. A sociedade nos destinou o melhor pedaço, as melhores oportunidades e os maiores privilégios, e nos apossamos disso com certo prazer malévolo.

A maioria de nós nem percebe a injustiça dessa sociedade androcêntrica; a parte que percebe faz muito pouco. Acompanhar as dores específicas dessas mulheres especiais que são vocês duas, Pastora Odja (com concílio) e Pastora Cleide (apesar do concílio), é somente reconhecer as dores generalizadas de todas as mulheres, incluindo as outras pastoras, nesse absurdo mal de ser, como denuncia Gebara e como lembra você.

O esforço de vocês é desumano. Precisam se esforçar dez vezes mais e trabalhar dez vezes mais somente para provar que são iguais a nós, homens. No discipulado de iguais de Jesus Cristo, certamente vocês seriam reconhecidas mais justamente. Aliás, esse título de “pastor” e essas cerimônias conciliares e sacerdotais são típicas do mundo masculino. Em uma sociedade de iguais, talvez prevalecesse aquilo que uma de suas teólogas colocou magistralmente: “A questão talvez não seja ordenar a mulher, mas desordenar o homem”. Essa perspicácia feminina nos incomoda bastante. O amor ao poder parece ter sido nossa principal bandeira, enquanto o poder do amor tem sido a constante demonstração de vocês. Obviamente, muito mais evangélica.

Não iremos lutar contra estruturas, nós homens somos as estruturas. Nós nos apoderamos delas e não abriremos mão facilmente dos nossos privilégios. Nos apossamos do movimento de Jesus, da seleção de textos sagrados, da interpretação dos mesmos e faremos o possível para construir um discurso teológico que nos mantenha no poder, mesmo reconhecendo que as nossas estruturas estão falidas (incrível como repetimos isso inutilmente). Continuaremos repetindo discursos imbecis e piadinhas idiotas, exatamente para mascarar o nosso fracasso, e continuaremos, enquanto possível, nos desviando das questões teológicas mais sérias do nosso tempo.

Não iremos nos arrepender. Em vez de mudar de mentalidade e de atitude prática contra o machismo estrutural que somos nós, estabeleceremos uma série de metas menores e insignificantes para fingir que somos cristãos. Evitaremos sempre a luta contra o mal na base da nossa sociedade: não podemos arriscar nossos privilégios seculares.

Por tudo isso, Odja e Cleide, pessoas humanas que nem precisam de títulos como precisamos, o máximo que podemos fazer é pedir perdão e não mais do que isto. Lamentavelmente, a esperança por um mundo de iguais passa pela luta solitária de vocês, onde não nos terão como parceiros. Continuem a luta. Por incrível que pareça, precisamos de vocês. A libertação das mulheres também significa inevitavelmente a libertação dos homens. Conseguindo, vocês mulheres, se libertar do mal ontológico de ser, nós homens seremos automaticamente libertados do mal ontológico de oprimir.

Marcos Monteiro é autor de Um Jumentinho na Avenida, vencedor do Prêmio Areté de Literatura 2008 (categoria “Evangelização”). É um dos pastores da Comunidade de Jesus em Feira de Santana, BA, e faz parte do colégio pastoral da Primeira Igreja Batista em Bultrins, Olinda, PE.

Lendo esse artigo, encontrado originalmente aqui, deparei com um texto brilhante que consegue expressar o que nós homens sempre sentimos, alguns reconhecem e bem poucos se atrevem a dizer. Nos comentários feitos me foi a presentado o termo 'Misoginia' que tem uma definição bastante interessante no wikipedia, segue aqui um trecho, mas nao deixe de ler o resto:
Misoginia é um movimento de aversão ao que é ligado ao feminino. Algumas teóricas feministas pensam que a sociedade patriarcal é construída nesse movimento de expurgar o que é feminino, e de expurgar as mulheres, torná-las alheias, abjetas. A misoginia é por vezes confundida com o machismo, mas enquanto que a primeira se baseia no ódio, o segundo fundamenta-se numa crença na inferioridade da mulher.